Seguro online: como funciona esse novo modelo de negócio

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Seguro online: como funciona esse novo modelo de negócio

Uma pesquisa feita pela PwC, em 2016, revelou que apenas 3,4% dos consumidores brasileiros nunca compraram online. Mais do que isso, o mesmo estudo mostra que o percentual de brasileiros que compram frequentemente pela web já supera o das compras físicas.

Mas engana-se quem acha que o consumo em lojas virtuais se refere apenas a roupas e eletrônicos: 42% dos brasileiros já admitem, por exemplo, comprar um carro 100% pela internet. Se esses brasileiros aceitariam adquirir um automóvel pela web, por que não comprariam um seguro online?

O setor securitário não pode deixar que a tecnologia faça com ele o que os aplicativos de carro particular fizeram com os táxis. Se a nova geração de consumidores é digital, não faz sentido continuar comercializando apólices como nos anos 70. O mundo mudou e as empresas que não se adaptarem aos novos canais digitais tendem a ser devastadas pela “seleção natural” do mercado.

Entenda agora por que é necessário abrir os olhos para o novo e promissor mercado de seguro online!

Você quer ser acelerador da transformação digital ou ser acelerado por ela?

As sucessivas quedas nas vendas de seguro auto estão muito mais ligadas a uma mudança no perfil dos novos consumidores (que passaram a dar preferência ao transporte alternativo) do que propriamente à retração na venda de veículos.

Essa é apenas uma das transformações no comportamento dos novos clientes do setor de seguros. Enquanto a situação acima descrita exige verticalização, com a criação de unidades de negócios diferentes e um portfólio mais diversificado, o fato de a maioria das compras ocorrerem com base na web exige uma migração mais agressiva das seguradoras e corretores para o ambiente virtual. E isso vai muito além de ter um app.

Segundo dados do 1º Congresso de Corretores de Seguros do Nordeste (1º Conseg-NE), de 2016, a influência do mundo digital nas vendas físicas de seguro é cada vez maior: 20% dos negócios fechados em lojas são precedidos de visita online, sendo que 50% dessas visitas ocorrem no mesmo dia da compra. Esse é o processo de transição para uma mudança definitiva para a compra de seguro online.

Qual é o contexto da transformação digital no mercado segurador?

O primeiro elemento do setor que vem sendo transformado pela tecnologia é a precificação. Afinal, na área de seguro auto, por exemplo, não faz sentido que um jovem de 20 anos com um veículo esportivo pague mais caro por um seguro do que uma mulher de 35 anos que tem um carro popular e dirige usualmente de forma irresponsável. O mercado já sabia há décadas que era preciso personalizar, mas faltava tecnologia. Agora não falta mais.

Muitas seguradoras já trabalham com implementação de sensores nos veículos (em uma fusão de tecnologias como Big Data e IoT), em que tais dispositivos capturam dados, que são enviados aos sistemas da seguradora.

Lá, serão agregados com outros dados (como estatísticas de roubos da região) para gerar um valor mais justo na contratação ou renovação do seguro. Informações captadas e trabalhadas por algoritmos estão mudando a forma de precificar seguro no Brasil.

Mas as inovações no setor vão muito além dessa perspectiva. Oferecimento de planos personalizados, trabalho com redes neurais, aprendizado de máquina para análise de documentação ou sinistro e, sobretudo, seguro online (disponibilização do produto 100% digital durante todo seu ciclo de vida), são algumas das novidades que quem é corretor ou gestor em seguradoras, não pode ignorar.

Insurtechs x seguradoras: qual é o seu modelo de negócios?

Nos últimos anos, não foram poucos os mercados que foram colocados de cabeça para baixo com o surgimento das startups e de seus novos modelos de negócios, mais enxutos, mais próximos do consumidor, mais tecnológicos e mais inteligentes.

Que nos testemunhem as grandes administradoras de cartões de crédito, cujas receitas vêm sendo terrivelmente maculadas pelo surgimento das fintechs, que oferecem cartões sem anuidade, sem necessidade de abertura de conta bancária e imersos em um ambiente totalmente digital. Para muitas instituições financeiras, é tarde demais para tentar uma reação.

Passado o furacão das empresas high tech no setor financeiro, a palavra de ordem nas mesas redondas e discussões de negócios é insurtech. A diferença é que o termo não trata apenas de startups que desafiam o status quo das empresas tradicionais.

Muito além, trata-se tanto dos novos entrantes (startups) quanto das seguradoras redesenhadas pela transformação digital, que adaptaram todos os seus processos e produtos para o ambiente virtual. E veja bem: isso vale para as vendas, para o atendimento de sinistros, bem como para o procedimento de renovação de apólices. Não se trata apenas de vender.

Seguro online como um novo modelo de negócio?

Muitas seguradoras já estão migrando para o ambiente virtual. E isso não quer dizer apenas marketing digital. Estamos falando de uma dinâmica inteiramente focada no e-consumidor, desde o trabalho com sentiment analysis nas redes sociais (para conhecer melhor seus potenciais clientes), passando pela venda digital do produto, até a inserção da mobilidade na interação entre segurado e seguradora. Isso é vender seguro online.

O problema é que muitas empresas do setor ainda armazenam dados estratégicos em planilhas do Excel. Esse descompasso entre os players do segmento pode culminar em um processo de desaparecimento dos concorrentes mais atrasados. Avaliação de sinistralidade no setor securitário se faz com dados; e em plena era dos negócios digitais, não é possível prescindir de soluções como Big Data, machine learning ou Internet das Coisas.

Mas para que essa transformação conceitual se materialize, é evidente que sua seguradora precisa trazer para seus processos internos algumas ferramentas, como as que descreveremos abaixo.

Quais são as soluções que podem acelerar a transformação digital?

Na era do seguro online, existem diversas estratégias a fim de criar novas oportunidades de vendas com ferramentas digitais. Uma delas é usar a inteligência artificial para melhorar e reduzir custos com o atendimento ao cliente. Você pode usar chatbots ativos para trabalhar projetos de retarget (clientes que abandonaram sua loja física ou virtual sem comprar nenhum produto), renovação, upgrade e cross-selling.

Ainda na área de vendas, há também a possibilidade de trabalhar chatbots receptivos, os quais podem ser acionados de maneiras variadas, como com botões, QR Codes ou simplesmente serem hospedados em páginas de redes sociais (fortalecimento das ações de marketing digital). E o melhor, tudo devidamente alinhado à Resolução 294/2013 do Conselho Nacional de Seguros Privados.

Mas as soluções digitais na área de seguros não se limitam às vendas. Todo o processo de análise de sinistro pode ser realizado com o auxílio de aplicações baseadas em inteligência artificial cognitiva e machine learning. Por melhor que seja sua equipe de backoffice, é evidente que não há como chegar nem próximo dos níveis de produtividade e eficiência de uma máquina baseada em IA.

O resultado, portanto, é a liberação de valores com muito mais rapidez, análises com maior nível de precisão (eliminando eventuais prejuízos por fraudes) e redução drástica de custos na seguradora.

Bom, você percebeu neste artigo que seguro online é um caminho inevitável no setor, mas também que isso envolve muito mais do que fechar apólices pela internet. Quer sair na frente de sua concorrência e preparar sua seguradora para o furacão que a Indústria 4.0 está na iminência de provocar no segmento securitário? Entre em contato conosco e saiba como acelerar sua empresa em direção ao futuro!

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